quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ainda hoje...



Hoje eu quero escrever para a Loucura e pedir a mão para dançar. Quero pintar suas unhas curtas de um vermelho berrante e dizer em seu ouvido coisas que não vêem ao co caso citar.
Na verdade hoje quero escrever para a Loucura porque ultimamente não tenho escrito nada de interessante, e sendo assim, meu coração aperta fazendo minha mão co,car. de vez em quando.
Eu, exclusivamente restringida a um ser egoísta quero escrever para a Loucura e não para você. Com ela talvez as coisas dêem mais certo, ou quem sabe as linhas em branco sejam preenchidas mais rapidamente...quem sabe?
Quero escrever uma coisa que estou precisando desabafar e com certeza ela e a pessoa mais indicada. Ou não. ...
Quero escrever para a loucura porque ela perdeu o celular.
Vou entretanto descansar um pouco antes de iniciar. Não quero escrever besteiras, ou magoar ela. Quero escrever para a Loucura com gotas de seu vinho tinto seco preferido que vou comprar já já.
...Espero que ela responda logo ou venha me ver.
Somente a Loucura fala do coração e eu quero perguntar uma coisa a ela.
Vou escrever em um papel pequeno, branco e simples, pra que mais?
Quero escrever para a Loucura
Quero chamar para ver um filme
Quero segurar em sua mão pequena, depois a levar em um canto escondido e roubar um beijo.
Vou escrever pouco, coisa rápida. Mas seria. Urgente!
Antes, no entanto, vou dormis um tanto, estou cansada.
Ainda hoje escrevo para a Loucura, porque ela perdeu o celular ontem a noite no mar comigo.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Doenca


Sou de todos os sintomas o mais grave,aquele que quando vem, voce sabe que é sério...sou aquele que se mostra ou vem para mostrar algo.
Sou de todas as causas o efeito colateral, aquilo que fica e implica com você.
Não sou porém assim tão simples,descrita em uma receita, não sou recomendada em diversos problemas.Fico para casos de tarja preta, e não curo, eu misturo, entendo, provoco,
ou não.
Eu repentinamente, em doses corretas, sou capaz de levar ou trazer alegrias, de aumentar ou diminuir a pressão de seu coração frágil.Controlar porém nao vem ao caso, custo caro e não sou para estas coisas.
Entre várias gotas, dependendo do peso de seu sentimento, devo ser diluida para o sabor não assustar. Se amarga, logo vem o doce e em segundos o resultado.
Com freios ou sem receios,com febres ou com delírios, eu venho para dizer na contra indicação que não me use. Que não abuse do meu amor, pois sem resposta ele cria validade e vai embora...ou faz mal...
ENCHA UMA COLHER DE SOPA E ME ENGULA AGORA! SEM PENSAR EM PREPARAR UM COPO D'ÁGUA PARA DEPOIS. ME SINTA E DEIXE EU FAZER EFEITO, DEIXE EU CURAR SEU MEDO, DEIXE EU ENTRAR EM VOCÊ E ME CONHEÇA MAIS!
ME TIRE DA CAIXA, ME ABRA, ME TENHA E ASSIM SE VICIE, SE ESBALDE NO QUE É SÓ SEU.
Sou medicamento e medicada, injetada diariamente de você por agulhas que entram direto no peito e vem perfurando sonhos, me dando altas dosagens de realidade.
VOCÊ É MINHA ALUCINAÇÃO!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fim do tedio.



Com seus braços frios, me envolve nessas horas e me leva para “bem aqui”... Porque faz isso comigo? Porque você costuma controlar meu relógio, puxando os ponteiros para traz com uma espécie de fio bem esticado?
Que mal te fiz para me sufocar agora com sua insuportável presença? Te matarei assim que possível.
Com seus olhos carentes, me veio rastejando, subindo pelas minhas pernas cruzadas.Me toma a cabeça! Com seu jeito de chegar em mim, acabo me rendendo e sofrendo porque por vezes parece que eu que entro em ti.
Cansei de suas visitas inesperadas, constantes...
Vai embora, antes que eu te mate!
Não me abrace. Me largue, seu hálito me incomoda, seu perfume já me causa enjôo. Cansei de te ter por perto, Eu quero algo maior que um céu aberto para você não me encontrar.
Seu sorriso, pe;co que engula ele, falando em tom de ordem...antes que eu te mate.
Saia por aquela porta, ou por aquela janela ou pelo meu rosto imóvel. Saia sem olhar em volta para não pensarmos em saudade... Seu cabelo... Vai lavar,ficou sujo. Corte ele um pouco (mas não me mande fotografia depois, não te quero nem assim)
Desculpa, mas vai embora antes que eu te mate. Vai,
Solte minha mão suada, seus anéis machucam. Seu casaco e seu chapéu não combinam comigo. Suma daqui, meu corpo se cansou de te carregar.
Não me sufoque assim, ou eu te mato.
Mato sozinha ou mato junto com aquela menina que finalmente acabou de entrar.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

pra vc


Rasgo dentro de mim os pedaços do passado. Não te darei meu croração com eles. O refaço com melodias de alegria e certezas, banhando a cuidado.
Não te daria um coração que não te merecesse, que não fosse te agradar. Eu o embalo em papel vremelho, agora batendo forte em sua direção...banhado de cuidado.
Banhado de afeto,banhado de um compasso que quero aprender. Te dou minha melhor parte ,querendo que um dia me peça por inteira, me mastigando e misturando com você,para que então nem dê para ver a que fim se deu nossas tristezas (vindas de outras batidas).
Rasgo dentro de mim e ao mesmo tempo vou costurando, em direção contrária, vou costurando pontos firmes o que quero...assim acontece o que chamamos de vida.O queremos um dia entender.
(Elis)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Vai!


Não me canse, ou demonstre que os instantes passam devagar.
Não fale se não precisar.
No eterno minuto que falta eu reprimo qualquer felicidade que possa brotar na minha cara. E você ainda dispara em olhares e mancadas. Pelo menos para mim.
Não me canse, olhe para lá ou então finja que não estou.
Vou e volto com as idéias sentindo que tudo pode ser, ou que ainda dá pra fazer um remédio para durmir sem você,
na cabeça...
Não vou falar nada que queIra, já sei de tudo e não vou te explicar, não cabe a você me analisar.Vá embora e não rasgue as cartas.
Me sinto mal por querer te encontrar apenas no mundo ireal, onde podería denovo te amar.
Eu me explico o universo e remeto a cada resposta um significado novo a cada segundo que passa...passa...
Vire pra lá ou finja que não estou.Não insista em escrever, não tenho mais porque ficar, o tempo acabou.
Sou seu mistério, seu remédio, seu infinito não dito.Mas agora vá e não estique a sua mão para a minha.
Não me canse.
ande
olhe para lá, ou finja que não me viu.

domingo, 22 de março de 2009

uma breve conversa sobre a ciência

O ser humano sempre necessitou conhecer o mundo ao seu redor, as pessoas e as transformações. A religião, a magia, as crenças populares e a ciência, todos eles tentam achar explicações, tentam conhecer cada vez mais a realidade buscando uma ordem, se não necessitássemos da ordem para viver, nós não a procuraríamos. A ciência, porém desde seus primórdios tentou inventar métodos que impossibilitassem que os desejos, ilusões e preconceitos humanos “corrompessem” um conhecimento objetivo. Em suma, é relativo falarmos hoje o que é ciência, a grosso modo alguns diriam que ela se vislumbra em um método e que busca a verdade, outros a enxergam como unicamente pessoas de branco em laboratórios, há ainda quem diga que nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado, enfim, o que encontramos são diversas opiniões sobre o assunto. As pessoas entendem a ciência de diferentes modos, a enxergam de diferentes ângulos e esperam delas coisas muito diversas.
A ciência se difunde em diversas áreas com objetivos específicos, temos as ciências naturais e as exatas, por exemplo, cujo objeto de estudo é distinto, mas seja ele qual for, a ciência sempre se inicia com um problema, curiosidades ou dúvidas e seguem uma ordem metodológica que pode ser testada. O que diferencia o discurso científico de todos os outros discursos é a sua possibilidade de ser verdade, uma verdade testada e comprovada. O que não deve acontecer é colocarmos a ciência como verdade absoluta e incontestável, um dos seus grandes problemas é o de "se bastar", marginalizando os demais conhecimentos que outros seres humanos produzem.
Muitas foram e continuam sendo as tentativas de buscar a natureza da ciência uma espécie de estatuto a - histórico para a sua realização e perpetuação universal, isto não condiz com a realidade visto que a ciência, assim como todas as formas de conhecimento, muda e evolui. Descobertas são feitas a cada dia, e a natureza do conhecimento cientifico, bem como a sua justificativa mudam historicamente, nós só podemos entender ao passo que nos damos conta que cada contexto histórico possui instrumentos, cientistas e práticas diferentes. É necessária a desmistificação da ciência, iniciar uma discussão sobre a mesma pautando-se na idéia de que a ciência é algo imutável ou mesmo sobrenatural é estar fadado a perpetuar a influente ideologia que fala de uma extensão da ciência bem além dos seus verdadeiros limites.
Sendo a ciência é uma especialização, propõe-se a um refinar dos potenciais comuns a todos. É certo que esta trouxe grandes avanços à sociedade humana e à sua relação com o meio em que vive, nos fez caminhar e realizamos descobertas realmente importantes, porém, ao mesmo tempo em que contribui para o “desenvolvimento”, serve como meio de dominação do ser humano pelo ser humano na medida em que esconde as reais contradições, renega a existência de modos de pensar e de se produzir conhecimentos sem a utilização do método cientifico. Nos deparamos atualmente com uma busca desenfreada em se produzir conhecimento científico, universidades, cientistas, todos pesquisam, buscam teorias, soluções, buscam provar fatos. Mas até que ponto todos esses estudos surtem efeito? Quantos deles vão realmente ser levados adiante, ou terão visivelmente algum impacto no mundo e nas pessoas que vivem nele? A ciência, bem como a mídia, a educação (entre outros) seguem uma ordem, cumprem um papel no sistema socioeconômico em que vivemos.
A ciência deve ser uma função da vida, se desenvolvendo em direções de acordo com os interesses e necessidades da população e não de governos, corporações multinacionais ou militares. Há miséria, desigualdade, fome, doenças a nível global. Quais estudos científicos estão sendo feitos em relação aos verdadeiros problemas da humanidade? Para onde estão indo nossas pesquisas e quais são suas finalidades, são perguntas que não devem ser silenciadas. Além disso, outro ponto relevante para que nos questionemos é do limite da ciência, até onde podem ir certas pesquisas? Muitas vezes por um “em nome da ciência” são realizadas experiências ou estudos descomprometidos com a vida sem se pautar na ética. Cabe a cada um de nós um repensar sobre o assunto e que possamos nos perguntar que tipo de ciência queremos e buscamos.


-Texto baseado nos livros:
"Filosofia da ciencia" e "A história da ciencia"
-E nas discurções feitas no Centro Acadêmico Livre de Biologia da UFS

Falando

Se cada um fosse
só
mais
um
...
Eu enfiaria guela abaixo a hipocrisia de se dizer
ser
humano.
Enfiaria guela abaixo
de uma maneira que lhe tapassem a
res
pi
ra
ção
até morrer.

Mas se cada um soubesse a força que se tem,
e a força da união se mostrasse todos os dias,
Aí eu enfiaria com uma agulha grossa tudo que tivéssemos juntado
nos olhos de quem hoje nos deixa cegos
e nos enche os corações
com a fragilidade de sermos um.
Eu quero é ser um só com o restante do mundo
EU QUERO QUE A DIVERSIDADE NOS DEIXE FORTES.